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60 anos de Michael Jackson: Ouça seis músicas inesquecíveis

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60 anos de Michael Jackson: Ouça seis músicas inesquecíveis


Durante décadas, ele foi a pessoa mais conhecida do Planeta Terra — bastava a visão daquela mão numa luva cintilante para que viessem à mente as canções, a voz, os passos de dança, as roupas exuberantes e os fantásticos videoclipes. Na nova era de astros amplificados pelas redes sociais, o Michael Jackson que completaria 60 anos nesta quarta-feira talvez possa até ter sido batido em termos de popularidade — mas não perdeu o título de Rei do Pop.

Ao morrer por uma overdose de medicamentos em 25 de junho de 2009, aos 50, Michael estava a alguns anos dos seus grandes feitos — como o lançamento da insuperável sequência de discos que compreende “Off the wall” (1979), “Thriller”, “Bad” (1987) e “Dangerous” (1991), que reúnem hits às dezenas. Mas, embora não tenha sido superado por si próprio, seu legado também não foi superado por mais ninguém — e não faltou quem tentasse.

Muitas são as razões para o trono do Rei do Pop não ter sido tomado ainda do singular Michael Jackson:

Foi um astro infantil que conseguiu se reinventar na idade adulta. Bem antes de iniciar, em “Off the wall”, a sua vitoriosa associação com o produtor Quincy Jones, o Michael criança já era um pop star, à frente dos grupos com os irmãos (Jackson 5 e The Jacksons) e em uma carreira solo de hits como “Got to be there” e “Ben”. Ao contrário da quase totalidade dos astros mirins, Michael não só se manteve em cena, como virou uma estrela de brilho ainda maior.

Soube aliar seu talento aos de outros: Gênios centralizadores e marionetes da indústria, há inúmeros. Michael Jackson representou o equilíbrio ideal: trabalhou sob a batuta dos maiores produtores de sua época, fez parcerias antológicas (como “The girl is mine” e “Say, say, say”, com Paul McCartney), buscou músicas de outros compositores (como o inglês Rod Temperton, autor de “Thriller” e de “Rock with you”), mas nunca deixou de ser o artista absolutamente individual e completo que foi.,

Inaugurou a era do videoclipe. Cantor que também dançava e atuava, Michael Jackson vislumbrou no videoclipe, que ainda engatinhava com a a MTV no começo dos anos 1980, um meio de levar sua música cada vez mais longe. Ao convencer o diretor John Landis a fazer um pequeno filme para a canção “Thriller”, ele criou um evento cultural, que não só fez a Music Television estourar, mas estabeleceu os parâmetros para os clipes a serem feitos daí em diante (muita dança, efeitos especiais de última geração e total liberdade de narrativa).

Quebrou a barreira racial para os artistas negros. Hoje em dia ninguém lembra, mas em janeiro de 1983, “Billie Jean” se tornou o primeiro vídeo de um artista negro americano a ser exibido pela MTV. Outras faixas de “Thriller”, como a híbrida “Beat it” (quer trazia um solo de guitarra hard rock de Eddie Van Halen) também ajudaram a trazer para o mainstream branco dos EUA uma música que pouco ia além das paradas do r&b, exlusivamente de artistas negros.

Não se rendeu à normalidade. Aos poucos, Michael Jackson tornou-se uma figura que não era nem negra nem branca (não à toa, cantou “Black or white”), nem masculina nem feminina (ou exatamente gay), nem adulto nem criança. Um enigma pop ainda maior que o de David Bowie, com um agravante que era a estranheza com que se comportava na sua pública vida privada (acusações de pedofilia, casamento com Lisa Marie Presley, mistério sobre a identidade dos filhos), explorada à exaustão pela mídia sensacionalista. Vivo, Michael não conseguiu fazer com que deixassem de falar dele. Morto, ninguém ainda conseguiu decifrá-lo.

Criou um molde para o astro pop do novo milênio. De Justin Timberlake (que gravou com o ídolo um dueto póstumo de “Love never felt so good”) a Justin Bieber, Michael Jackson está todo lá: astros que começaram muito jovens e que se empenharam em virar cantores e dançarinos com fôlego para as grandes arenas, com uma música que amalgama o melhor do pop branco e negro.

Fonte: O Globo

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